Newsletter Doctor Times

Conhecimento Médico em 1 só lugar.

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Parada no adulto: o algoritmo do ACLS que você não pode congelar

O paciente colapsa na sua frente. Sem pulso, sem resposta. Nos próximos dez segundos, o que você faz decide o resto da história. E o que decide não é lembrar de tudo que você estudou, é fazer o básico rápido e bem: reconhecer a parada, iniciar compressão de qualidade e chamar o desfibrilador. O resto vem em cima disso.

A primeira grande decisão, assim que você tem o ritmo no monitor, é uma só: choca ou não choca.

Toda a conduta se organiza a partir dessa bifurcação. Fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso são ritmos chocáveis. Assistolia e atividade elétrica sem pulso, a AESP, não são.
No ritmo chocável, você desfibrila e volta na hora pra compressão, sem ficar olhando o monitor esperando resposta. Adrenalina 1 mg a cada 3 a 5 minutos. Se a fibrilação persiste depois dos choques, entra a amiodarona: 300 mg na primeira dose e mais 150 mg se necessário. O choque desorganiza a arritmia, a compressão mantém o cérebro perfundido, e a droga ajuda a estabilizar.
No ritmo não chocável, o jogo muda. Não adianta chocar assistolia, e insistir nisso só atrasa o que importa. Aqui é adrenalina cedo e, principalmente, procurar a causa. Porque assistolia e AESP quase sempre têm um motivo por trás, e enquanto esse motivo estiver ativo, nenhuma droga reverte a parada.
É por isso que existem os cinco H e os cinco T. Hipovolemia, hipóxia, acidose, distúrbio de potássio, hipotermia. Pneumotórax hipertensivo, tamponamento, toxinas, trombose pulmonar, trombose coronária. Não é uma lista pra decorar e recitar na prova. É uma lista pra rodar na cabeça durante a reanimação, perguntando a cada uma: será que é essa? Dá pra tratar agora?
A qualidade da compressão é o que a maioria negligencia justamente na hora em que mais importa. Cem a cento e vinte por minuto. Profundidade adequada. Deixar o tórax voltar por completo. E o mínimo possível de interrupção. Uma reanimação boa não é a que tem mais adrenalina ou mais choque, é a que quase não para de comprimir bem.

Vale lembrar de onde tudo começa:

A corrente de sobrevivência. O desfecho de uma parada muitas vezes é decidido antes do hospital, na mão de quem estava do lado e começou a RCP. Reconhecer, chamar ajuda, comprimir com qualidade e usar o desfibrilador cedo. Cada elo perdido cobra caro.
E depois que o coração volta, o trabalho não acabou. O cuidado pós-parada, com controle de oxigenação, de pressão e de temperatura, é o que protege o cérebro que você acabou de salvar. Reverter a parada é metade; a outra metade é não perder o paciente nas horas seguintes.

Um detalhe que os manuais não enfatizam, mas o plantão cobra:

A comunicação. Numa parada, a equipe precisa de um líder claro, de papéis definidos e de voz calma. Reanimação boa também é coreografia. Quando cada um sabe o que faz, a compressão não para, a droga sai na hora e ninguém trombra no meio da sala. No fim, quem conduz bem uma parada não é quem grita mais alto, é quem mantém a sala em ordem enquanto o relógio corre contra todo mundo.
O erro mais comum, no fim, não é técnico. É a hesitação dos primeiros segundos e a mão que sai do peito pra pensar. Por isso a gente treina em simulação: pra que, quando o paciente parar na sua frente de verdade, o corpo já saiba o caminho enquanto a cabeça organiza o resto. Estude com propósito. Cuide com intenção. Time EME Doctors.

Acabar com a insegurança do meu plantão

BLS – Basic Life Support (Suporte Básico de Vida)

Este curso é destinado a todos os profissionais de saúde (estudantes de todas as áreas de saúde, técnicos, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentistas…)
Está focado na reanimação cardio pulmonar de adultos, crianças e bebês. Também aborda o manejo do engasgo. Curso com 5h de duração.

CRONOGRAMA

Tópicos Congresso
EME Life Support Update
Mediador Geral: Dr Gustavo
Dia 13/12, das 9 às 17h
Duração total: 8h

Temas Gerais:

ATLS – 11a edição – Dr Gustavo (1h30min)
Convidado mesa discussão: a definir
PALS – Dr João Gabriel (1h)
Tópicos: mudanças no PALS e nova cadeia de sobrevivência do lactente
BLS – Adulto e Pediátrico (1h)
Enf Deivid e Enf Maicon
Tópicos: OVACE; técnica de ventilação-compressão nas diferentes idades; técnicas de compressão em bebês
ACLS – Dra Monique (1h)
Atualizações nas taquiarritmias
Atualizações nas bradicardias
ACLS – Pós-PCR (1h)
Dr Gustavo / Enf Jonathan
Modificações no manejo pós PCR
Capítulo sobre Ética (30 min)
Enf Marco Campos

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