Essa é uma pergunta que muitos médicos não fazem, mas deveriam.
O ACLS dá uma base de ressuscitação que funciona em adultos. Em crianças, essa base é insuficiente por várias razões:
Parâmetros vitais por faixa etária. No ACLS, você trabalha com valores de referência relativamente estáveis. No PALS, cada faixa etária tem sua própria faixa de normalidade. A taquicardia de um lactente de 3 meses é diferente da taquicardia de uma criança de 8 anos. Sem essa calibração, o médico ou ignora um sinal de alerta ou trata como emergência algo que é normal.
Cálculo de doses por peso. Toda medicação em emergência pediátrica é calculada por peso. O PALS treina o uso de ferramentas como a fita de Broselow e o cálculo rápido de adrenalina, amiodarona, adenosina e outros medicamentos em diferentes pesos e faixas. Isso não está no ACLS.
Manejo de vias aéreas pediátricas. A anatomia da via aérea pediátrica é diferente. Laringe mais anterior e cefálica, epiglote mais longa e em ângulo diferente, traqueia mais curta. A técnica de intubação tem particularidades. O tamanho do tubo, a profundidade de inserção, as lâminas de laringoscópio, tudo varia por idade e tamanho.
Acesso intraósseo. Em emergências pediátricas, o acesso vascular pode ser um desafio. O acesso intraósseo é uma via rápida e eficaz quando o acesso v manejo com particularidades. A expansão volêmica, as vasopressoras, os critérios de respostenoso falha. O PALS treina indicação e técnica. O ACLS aborda brevemente, mas sem o foco pediátrico.
Choque em crianças. O choque pediátrico tem apresentação ea, tudo tem nuances que o ACLS não aprofunda.