Uma das ferramentas centrais do PALS é o Triângulo de Avaliação Pediátrica, ou TAP.
Ele permite uma avaliação inicial rápida, em segundos, sem tocar na criança, com base em três componentes:
Aparência: nível de consciência, tônus muscular, interação com o ambiente, choro, olhar. Uma criança que não responde ao ambiente, que está hipotônica, que não olha para os pais quando entra na sala, essa criança está em sinal de alerta independente dos sinais vitais.
Trabalho respiratório: visível pelo esforço, uso de musculatura acessória, tiragem, batimento de asa de nariz, estridor, gemência. O trabalho respiratório aumentado é sinal de que o sistema está compensando. Quando o trabalho desaparece em uma criança que estava com dificuldade, não é melhora. É fadiga.
Circulação cutânea: coloração, perfusão, tempo de enchimento capilar. Palidez, mottling, cianose. São sinais visíveis que precedem a instabilidade hemodinâmica.
Essa avaliação de porta, feita em menos de 30 segundos, determina a velocidade de resposta. É o que diferencia o médico que age do que espera os sinais vitais chegarem.