Edição especial · SXSW 2026
Você trata todo mundo.
Menos você mesmo.
Você passou anos estudando como o corpo humano funciona.
Sabe de cor os protocolos. Conhece as drogas, as doses, as janelas terapêuticas. Consegue
estabilizar um paciente em colapso em menos de dois minutos.
E provavelmente está dormindo mal, comendo errado e ignorando os próprios sinais de alerta há meses.
Não é crítica. É o padrão da profissão.
A medicina de emergência exige tudo de você. E quase ninguém te ensinou a repor o que ela consome.
O INSIGHT QUE VEIO DE QUEM DESENVOLVE OS MEDICAMENTOS DO FUTURO
Recentemente acompanhamos uma conversa entre a futurista Amy Webb e Andrew
Adams, vice-presidente de descoberta de moléculas da Eli Lilly — um dos cientistas
responsáveis por terapias que hoje revolucionam o tratamento da obesidade, diabetes e neurodegeneração.
No meio de tanta tecnologia e inovação, o insight mais poderoso foi o mais simples.
Andrew Adams acorda cedo todos os dias, mantém rotina de exercício, cuida da
alimentação e faz imersão em água gelada.
Não porque virou moda. Porque ele, que dedica a vida a desenvolver os medicamentos
do futuro, sabe de algo que você também sabe — mas talvez esteja esquecendo:
Nenhuma tecnologia substitui a construção diária da saúde.
Você vê todos os dias o resultado de décadas de escolhas ruins.
O infarto do homem de 52 anos que nunca dormiu direito. A crise hipertensiva da mulher que não parou para comer durante anos. O colapso do profissional que ignorou o próprio corpo até não ter mais como ignorar.
Você conhece o final da história antes de ela terminar.
E ainda assim, o plantão consome o sono. O corredor da UPA não tem janela para almoço. O estresse vira cortisol e o cortisol vira inflamação.
A ciência já discute seriamente a possibilidade de vivermos 120, 130, talvez 150 anos. Mas a pergunta não é quanto tempo vamos viver.
É como vamos viver esse tempo.
E três pilares continuam sendo insubstituíveis — independente de qualquer avanço
farmacológico:
Sono
Recuperação
Alimentação
Combustível
Movimento
Longevidade
Não como conselho de wellness. Como protocolo.
O QUE A EMERGÊNCIA TE ENSINA SOBRE VOCÊ
Existe uma ironia cruel na medicina de emergência.
Você é treinado para agir sob pressão, tomar decisões rápidas, priorizar o que salva vidas.
Mas quando se trata de você mesmo, a urgência some. O que é urgente vira rotina. O que é importante fica para depois.
A VERDADEIRA RIQUEZA
● Ter energia para chegar em casa e estar presente.
● Ter clareza mental para tomar decisões no momento certo.
● Ter autonomia para escolher como vai viver — não só como vai trabalhar.
Se você tratasse seu próprio corpo com a mesma seriedade com que trata seus pacientes — o que mudaria amanhã?
Eme Doctors
A EME Doctors nasceu para formar médicos de emergência que não apenas salvam
vidas.
Mas que também sabem como viver as suas.
BLS – Basic Life Support (Suporte Básico de Vida)